Vingadores: Guerra Infinita: Um marco na história da Marvel nos cinemas

Quando, em 2008 foi lançado o surpreendente Homem de Ferro, os fãs de quadrinhos ficaram deslumbrados com a qualidade do filme e, principalmente, com a capacidade da Marvel de transformar um personagem no máximo de qualidade “B” reconhecido pelo público em geral.

Porém, ao subir os créditos, para a surpresa de todos, a figura de Nick Fury, interpretado por Samuel L. Jackson, nos disse uma frase que se aplicava no momento tanto aos espectadores quanto ao um cauteloso Tony Stark: “você faz parte de um universo maior, apenas não sabe disso”

Legado da Marvel

Dez anos e dezessete (!) Filmes depois, chega aos cinemas o ápice, a conclusão daquilo que foi criado lá em 2008, e, graças a um ótimo planejamento e um objetivo claramente definido, Vingadores: Guerra Infinita. Este texto é apenas uma breve análise a respeito do Vingadores: Guerra Infinita, pois não podemos com palavras descrever tamanha grandiosidade.

Tudo o que foi feito durante os últimos dez anos pela Marvel é respeitado neste último longa. Isso sem dúvidas é um ponto alto do filme. Fica claro as alterações na perspectiva de cada grupo utilizado: espaço, com os guardiões da galáxia e Thor; Vingadores secretos, com Capitão, Visão, Falcão e Feiticeira Escarlate, além da Viúva Negra; e Nova Iorque, com Hulk Homem aranha, Homem de ferro e Doutor Estranho.

E embora haja essa mudança de “climas” dentro do filme, é nítido vermos em todos os núcleos o ar de conclusão. Thanos consegue estremecer todos os heróis por mais fortes que sejam. Ainda que o filme contenha todos os heróis já apresentados até o momento, o título Vingadores poderia ser facilmente trocado por Thanos.

Josh Brolin

O personagem, cuja interpretação de movimentos faciais foi brilhantemente feita por Josh Brolin, não seria tão formidável sem a presença da ILM, empresa que deu vida ao Titã. Graças a essa equipe, podemos ver que sim, é possível fazer um vilão em CGI que seja de fato, ameaçador. Junta-se a isso o fato de as motivações dadas pelo roteiro a Thanos sejam profundas, e não é de se espantar que lá pelo meio do filme você até esteja compreendendo o seu lado diante das suas ações.

É fato Vingadores: Guerra Infinita não é perfeito. Há problemas na narrativa, que devido a urgência, certos núcleos não são totalmente bem aproveitados. Embora seja assim, devemos concordar que tudo aquilo que havia sido prometido é competentemente cumprido. Temos aqui um ótimo vilão, boa trama, com elementos que saltam dos quadrinhos à tela.

Destaque positivo do filme é o Thor. Infelizmente, a Marvel apenas encontrou o tom da personalidade e a dimensão de seus poderes apenas nesta fase de conclusão.

Infelizmente, Vingadores: Guerra Infinita tem “apenas” 2 horas e 40 minutos, que, de tão bons não parecem ser suficientes. Vá ao cinema sabendo que a história ainda não está concluída, e deve ser feito isso por volta de maio do ano que vem. Se ainda resta dúvidas se vale ou não o ingresso, não perca seu tempo. Vá ao cinema curtir esta obra que certamente será falada por muitos e muitos anos a frente.

Nos vemos no próximo post.

Caneca Vingadores: Guerra Infinita
Caneca Vingadores: Guerra Infinita

 

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André França

Leitor de quadrinhos desde a infância, apreciador de bons filmes. Escrevo a alguns anos como hobby, para expressar as emoções que os quadrinhos e filmes me despertam.

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