Crítica – A Criada

A criada : Um começo arrastado, mas com um pouquinho de insistência vocês descobrirão um filme bem envolvente.

Se você já assistiu ao filme coreano Oldboy de 2003, sabe que o diretor Park Chan-wook preza mais do que tudo o desenvolvimento da trama, não importa se seja arrastado, e o choque com que tais histórias nos apresentam. Cito Oldboy pelo fato de ser uma obra considerada icônica no mundo todo e ter um plot-twist devastador. Com A Criada a situação não é tão diferente.

O filme se baseia no livro Fingersmith, de Sarah Waters. A trama original acontece em Londres, no século XIX e de forma incrível ela foi adaptada para acontecer na Coreia do Sul, em 1930. Durante a ocupação japonesa, a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko (Kim Min-Hee), que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo corre bem com o plano, até que Sookee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko.

A jornada de Sooke ao lado de Hideko passa por um caminho de sensualidade, autodescobertas e mentiras, o que igualmente leva a um desfecho tão impactante quanto as outras obras do diretor Park Chan-wook. O começo soa arrastado de fato, talvez pelo tom novelesco da fita e a dificuldade de nos situarmos em uma outra cultura, principalmente de época. Mas a medida que vamos embarcando na trama, ficamos vidrados nos acontecimentos que envolvem as personagens. E é essa a armadilha perfeita para fazer o público ser chocado em momentos chaves.

A Criada

Cada cenário de onde se passa a história, os detalhes da casa, o figurino e a atuação das atrizes é de encher os olhos, acrescentando de forma bem positiva aquilo que o diretor quis nos mostrar.

A Criada é um filme que exige empenho, mas logo nos envolve, sem medo de ser erótico ou nos mostrar uma grande reviravolta na trama, nos levando para outro lugar. Assistam ao Trailer abaixo:

Nota: 4/5

Posts Relacionados

Comments

comments

André R. Candeias

André R. Candeias - Nerd. Escritor. Pai. Professor. Sou formado em pedagogia e adoro escrever desde quando era criança. Minhas maiores paixões no mundo nerd são os super-heróis, Star Wars, a Terra-Média de Tolkien, Game of Thrones e The Walking Dead. Amo ler Stephen King; ele é meu mestre na arte de escrever. E nos games sou fissurado em Silent Hill e a franquia Soul's.

Deixe uma resposta

3 Shares
Share3
Tweet
+1
Pin